Precisamos falar sobre a Hiperêmese gravídica

Precisamos falar sobre a Hiperêmese gravídica – Kate Middleton e Ivete Sangalo já tiveram

Grávida pela terceira vez do príncipe Willian, a duquesa Kate Middleton divulgou recentemente que sofre de hiperêmese gravídica. A condição provoca náuseas e vômitos intensos e pode ocorrer, especialmente, nos três primeiros meses de gestação. Caso não seja tratada, o problema pode ter consequências severas e até levar à perda do bebê. Mães precisam estar atentas.

A duquesa teve a mesma condição durante as duas gestações passadas. A doença já levou Ivete Sangalo a perder um bebê em 2008. Na época, ela comentou que vomitava muitas vezes ao dia. O problema atinge em média, uma a cada 200 grávidas.

Segundo a médica ginecologista obstetra de São Paulo Maria Elisa Noriler, a hiperêmese gravídica provoca náuseas intensas — até cinco vezes por dia – O que provoca perda de peso, pressão baixa e, em alguns casos, até desmaios.

Normalmente, os sintomas ocorrem devido a uma reação a um corpo estranho em decorrência aos hormônios da placenta (o Beta HCG). Fatores emocionais também podem desencadear a condição: “Quando a mulher está passando por um momento estressante ou que a gestação não foi bem aceita por ela”, explica a médica.

A hiperêmese (ou hiperemese) significa, literalmente, “excesso de vômito na gravidez”. Não é uma complicação muito comum da gravidez, e melhora bastante se o tratamento começar cedo. Ela dá sinais logo no princípio da gestação, com 5 semanas, e costuma começar a melhorar a partir da semana 16.

Na maioria dos casos, na 20a semana, metade da gestação, ela já foi embora, mas há situações (raras) em que os vômitos persistem até o bebê nascer — o que pode ser muito angustiante. Embora não seja muito comum, a hiperêmese não chega a ser considerada rara, e é a causa mais frequente de hospitalização no começo da gravidez, normalmente para tratar a desidratação.

Como vou saber se é enjoo normal ou é hiperêmese? É provável que você esteja com hiperêmese se: Vomita várias vezes por dia; Vomita praticamente sempre que bebe ou come alguma coisa; Se está emagrecendo não está conseguindo levar o seu dia-a-dia e nada faz a náusea melhorar (algumas mulheres sequer consegue usar antieméticos porque os vômitos não permitem).

Há médicos que só a diagnosticam oficialmente quando a mulher emagrece mais de 3 kg em relação ao peso de antes da gravidez, ou entre 5% e 10% do peso do corpo. Ou então só dão o diagnóstico uma vez que a desidratação fique estabelecida. Mesmo que você ainda não esteja emagrecendo, se os vômitos e enjoos estiverem insuportáveis, é preciso falar com o médico. O tratamento precoce pode evitar a hiperêmese mais grave.

Às vezes é preciso até mudar de obstetra, porque existe a tendência de achar que se trata apenas da náusea comum da gravidez. Se o enjoo começou depois de 9 semanas de gravidez, ou se é acompanhado de febre ou de dor, ele pode indicar alguma outra causa, como gastroenterite, infecção urinária, gastrite, úlcera, problemas de tireoide ou diabete.

A mulher pode se sentir sozinha e se afastar dos outros e do parceiro. Cuidar de si mesma e da família fica impraticável, durante semanas ou até meses.  Em alguns casos , a mamãe não consegue nem para levantar e tomar uma chuveirada.

Qual é a recomendação? Segundo a médica, Maria Elisa Noriler, a paciente precisa constantemente fazer a reposição de líquidos. Em casos graves, é necessário internar a paciente. Em relação à alimentação, nós orientamos a comer coisas mais leves, evitar carboidrato, doces, dar preferência para proteínas mais secas, não exagerar em temperos, dar preferência a líquidos gelados, frutas, sucos, água de coco.

A gravidez é uma fase muito especial para a mulher, e também para o pai, e que merecem vivenciar cada momento com saúde e felicidade. E não se esqueça, durante os primeiros meses de vida, e enquanto houver necessidade, use fraldas e toalhinhas umedecidas da Personalidade Baby para mais proteção e higiene delicada, respectivamente.

Fonte: Extra Globo e Baby Center

compartilhe:

Facebook
LinkedIn
WhatsApp
Email